DEDICATÓRIA
Dedico este post à União dos Blogs de Matemática (UBM) —
http://ubmatematica.blogspot.com —
da qual agora sou filiado. Uma iniciativa dos professores
Paulo Sérgio e Kleber Kilhian,
a UBM prima pela excelência e seriedade, levando aos amantes da matemática
uma riqueza de conhecimentos condensados.
Eu diria que, se a UBM tivesse um patrono, sem dúvidas seria o frade
Minimita Marin Mersenne (1588–1648), um grande difusor de matemática de sua época.
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INTEGRAL NATURAL E SOMATÓRIOS
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O método de soma exposto a seguir foi desenvolvido por mim em 1988, quando tinha 16 anos.
Somente há poucos anos vi algo parecido no livro “Manual de Sequências e Séries — Volume I”
(Rio de Janeiro, 2005), de Luís Lopes, publicado pela Editora QED TEXTE,
onde o autor chama a operação f(n+1) − f(n) de diferença finita.
No
artigo anterior, vimos o conceito de derivada natural aplicável a uma sequência qualquer.
Se temos uma sequência

definida por
)
,
sua derivada N será definida por:
Em contrapartida, se acharmos uma função
)
tal que
%3DF(n+1)-F(n)%3Df(n))
,
então
)
é a
integral natural ou integral
N de
)
.
Simbolizamos por
)
:
A variação de
)
nos limites

e

,
onde

e a, b são inteiros positivos, será representada por:
Como a integral
N limitada

se relaciona com o somatório

?
É o que veremos a seguir.
TEOREMA:
Demonstração: Se existir uma sequência definida por

tal que

,
então poderemos somar os termos

de

a

como se segue:
Já que todas as parcelas se anulam com exceção da primeira e da última.
Por definição,

e, portanto,

.
Aplicação 1: Achar a soma de uma progressão geométrica de termo genérico

,
sendo a razão

.
Solução: multiplicando

por

obtemos:
Veja que

fica no formato

com

.
Portanto:
Aplicação 2: Achar a soma dos n primeiros termos da sequência definida por:
com
Solução: Observem que
é um polinômio de grau
.
Para facilitar a soma, colocamos o termo genérico no formato:
E isso já aprendemos no post anterior:
Progressão Aritmética de Ordem Superior
.
Aprendemos também que a derivada natural
de
é:
Assim, por indução inversa, concluímos que:
Logo:
Assim,
.
Exemplo. Suponha que

.
Pelo triângulo das variações (
ver post anterior) achamos rapidamente os coeficientes

.
Se o grau da função polinomial é

,
calculamos os

primeiros termos desta função:
-11 -30 -59 -68 -3
-19 -29 -9 65
-10 20 74
30 54
24
Pegamos, então, os coeficientes

na diagonal da esquerda:
Portanto:
Ou, se preferirem, usando a notação de combinação, temos:
Em um futuro post, mostrarei como achar a soma dos

primeiros termos de

usando a integral
N.
N.E: Veja também em
Somatórios Trigonométricos.
Interessante este post. Ao invés do gama maiúsculo, eu uso delta maiúsculo elevado a menos um.
ResponderExcluirNo papel eu utilizo um sinal de integral reticulado ( horizontal-vertical-horizontal, com as horizontais curtas e vertical alongada ).
ExcluirEu também.
ResponderExcluirExcelente Post.
Você já ouviu falar em Time Scales (escalas temporais)? É uma teoria recente que unifica o calculo contínuo e o discreto. A teoria tem uns 20 ou 30 anos.
É bastante interessante e até que simples (relativamente simples, tem coisa mais difícil), além de estar dando artigos interessantes (li alguns).
Obrigado pelo post, sempre adorei esse assunto.
Oi, Hugo, nunca ouvi falar. Tem alguns links?
ResponderExcluirNa parte de notas e referências do wikipedia tem alguns artigos.
ResponderExcluirhttp://en.wikipedia.org/wiki/Time_scale_calculus
Um site sobre o assunto
http://www.timescales.org/
Esse artigo é bem legal:
http://web.mst.edu/~bohner/papers/deotsas.pdf
E um livro, que fala sobre hiperreais também, é legal (não terminei de ler ainda):
http://mds.marshall.edu/etd/36/
Em portugues temos:
http://prope.unesp.br/xxii_cic/ver_resumo.php?area=100046&subarea=13058&congresso=30&CPF=38179586847
http://www.sbmac.org.br/eventos/cnmac/xxxiii_cnmac/pdf/563.pdf
Até +.
Obrigado.
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